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A Valesca é Cool!

novembro 13, 2014 por InVoga - Nenhum Comentário

Valesca Popozuda se apresenta como a voz da mulher da favela, da classe média e do condomínio de luxo. Parece pretensioso? Não para essa carioca.

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Essa loira nasceu em uma comunidade no bairro do Irajá e hoje grita a liberdade feminina aos quatro ventos: do proibidão ao coral da USP. Com Valesca, dentro ou fora da Gaiola, o funk conquistou espaço em outras esferas, fazendo a high subir o morro e descer até o chão. E esse movimento, que mexe muito além dos quadris, tem tudo a ver com o mood da Invoga 23. Com vocês, uma nova Valesca e um NOVO COOL.

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Você já trabalhou de garçonete à frentista. E o funk, como surgiu na sua vida?
Eu sempre gostei de dançar. Nasci em comunidade, então, vivia isso na pele. Quando meu empresário me fez o convite para entrar na Gaiola das Popozudas eu me identifiquei e topei na hora.

Você fala que no início pedia aos DJ’s que tocassem as músicas do grupo (Gaiola das Popozudas), e isso só acontecia no final dos bailes, com as quadras praticamente vazias. Em que momento isso mudou?
Mudou quando o público começou a pedir as músicas, cantar e fazer coreografias no meio do baile. Isso ajudou bastante!

Na época, algumas letras causaram polêmica entre ouvintes e empresas de rádio, por conter palavrões. Como vocês encararam essas críticas?
Eu nunca liguei! Fazia o proibidão pra tocar nos morros mesmo, pra agradar aos ouvintes, que no início eram só da favela.

Em 2012, você deixou o grupo para se dedicar à carreira solo. Deu um friozinho na barriga?
Mais ou menos. Tudo o que é novidade assusta, né? Mas fui me preparando e quando chegou o momento foi supertranquilo.

Com o perdão do trocadilho, sair da Gaiola trouxe, de fato, mais liberdade para você como artista?
Total! Eu pude me libertar e trazer uma visão mais minha, um estilo próprio. Na gaiola eu tinha que manter o padrão e o apelo sensual do grupo, na carreira solo a figura muda.
Você tem um filho adolescente. Como ele lida com fato de ter uma mãe mais liberal, que fala/canta sobre sexo sem papas na língua? Esse assunto também entra em casa?
Claro, conversamos abertamente sobre sexo e o ensino a se prevenir. Ele não liga muito para os funks que eu canto. Gosta, mas não é o que ouve normalmente.

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O que mudou da Valesca de 2000 para a Valesca de hoje?
Ah, eu costumo dizer que eu melhorei algumas coisas. Fiquei mais decidida e mais madura para tomar decisões, mas o meu conteúdo não mudou nada. Sou a mesma do começo da carreira.

Fisicamente, você também mudou bastante. Essas transformações influenciaram na autoestima ou você sempre foi confiante?
Sempre fui confiante, mas quando a gaiola começou a ficar conhecida eu adotei o estilo da mulher carioca, o que ajudou a compor muito a minha antiga imagem.

Sem falar que o apelido de popozuda não veio à toa, né? Qual o segredo para manter esse corpão com tudo em cima?
Atualmente, estou sem tempo para malhar, mas ensaio,faço uma dieta balanceada e gosto de fazer luta.

E como é a relação com a moda?Você tem um stylist ou compõe os looks sozinha?
Tenho uma stylist. Agora eu estou com a Kiara, que me ajuda a organizar tudo. No dia a dia eu já tenho meu estilo, e ela apenas me orienta.

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Recentemente, rolou uma polêmica por conta do valor que você gastou na compra de produtos de luxo. Você é consumista?
Não sou consumista. O que aconteceu é que somaram bolsa, vestido, joia e sapato e deu esse valor, mas eu sou econômica. Hahaha. Uma vez ou outra compro um mimo pra mim, mas não saio gastando por aí.

O que você acha que mais influenciou para que o funk conquistasse espaço fora dos morros?
A abertura que a mídia deu. O foco mudou muito, e o funk começou a tomar conta aos poucos, até conquistar o espaço que tem hoje.

A Gaiola das Popozudas é considerada uma das bandas pioneiras do neofeminismo. Você imaginava levantar essa discussão, ou tudo aconteceu de forma mais despretensiosa?
Aconteceu por acaso. Eu nunca imaginei que daria esse auê todo, mas quanto mais levantarem o assunto melhor para nós, mulheres.

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Muitas de suas músicas tornaram-se hino da solteirice. E hoje, você está solteira, pegando geral, comprometida ou mais focada no trabalho? Como é a Valesca apaixonada?
Estou namorando e focada no meu trabalho. Eu sou normal quando namoro e procuro não tornar tão público assim. Não muda em nada. O pessoal eu deixo para ser feito em casa.

Além do funk, você também tem uma relação especial com o samba e com o futebol. Conta mais pra gente sobre essas paixões!
Eu amoooooooo ! Sou da favela, né, amor? Favela combina com samba e funk, e o futebol é a paixão nacional. Eu gosto de torcer e de assistir aos jogos.

Para que ou para quem você manda um beijinho no ombro? Além das invejosas, claro.
Para o preconceito contra os gays, a homofobia.

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Você deve ser alvo da inveja de muita gente. Sempre lida com isso numa boa?
Eu afasto de mim. Coloco todo mundo pra ralar.

Muitas devem querer te copiar, mas a gente quer saber: você se espelha em alguma diva?
Muitas! Posso passar uma lista: Beyonce, Madonna, Lady Gaga, Britney, Katy Perry, Demi Lovato, Gwen, Rihanna. Xiiiii – tem mais! Quer continuar?

Você é uma mulher que gosta de surpreender. O que podemos esperar para o próximo ano?
Muito trabalho e muitos sonhos realizados.

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Valesca por Valesca| Ela canta e responde!
1. Tá para nascer… Homem que vai mandar em mim.
2. Eu vou pro baile… Levar alegria e fazer a festa.
3. Hétero, bi, free ou tri? Felicidade em primeiro lugar.
4. Já pegou um bombadão que falhou na hora H? Jaaaaaaaá.
5. Eu vou distribuir… Amor e carinho aos meus Popofãs!

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