PRESS CREW: LEMA

Você talvez (ainda) não conheça nenhum desses rostos e nomes que entrevistaremos a seguir, mas, com certeza, tem familiaridade, adora e/ou consome algumas das marcas que esse dream team assesora

À frente de uma das maiores agências de assessoria de comunicação do país, Leandro Matulja é case de sucesso não só no concorridíssimo mercado nacional como no quesito network. Entre uma brechinha e oura da agenda abarrotada de compromissos dessa tropa, a inVoga se infiltrou e foi descobrir, na fonte, o segredo de sucesso de quem trabalha pelo sucesso dos clientes. Confira!

Como você chegou ao segmento das assessorias e desde quando existe a Lema?

Estou nesse segmento há 13 anos, e a Lema foi criada há cinco, dando início a uma nova fase depois que saí da sociedade em uma agência anterior. Desde o começo sempre tivemos um posicionamento bem específico de mercado, que era basicamente trabalhar com marcas e projetos relacionados à cultura urbana, ao consumo, ao comportamento jovem e à inovação.

O contexto no qual as assessorias de imprensa estão inseridas mudou bastante de uns anos para cá com a evolução da comunicação. Como você avalia esse momento e o papel das agências?

O cenário mudou bastante desde que iniciei minha carreira, e a comunicação é, de uma forma geral, uma área que tem se transformado, sobretudo com o surgimento das redes sociais. Acho que o futuro – na verdade o presente, já que é o caminho – das agências é trabalharem com seus clientes se colocando como um braço de comunicação e marketing, como uma entidade que faça a ponte entre a marca e o universo de consumidores. E para acessar esse universo nós temos a imprensa, os influenciadores, os formadores de opinião, e cada vez mais o papel das assessorias é deixar de lado essa função de simplesmente divulgar, mas também ajudar a marca a pensar em um posicionamento.

Qual sua opinião sobre a questão da regionalização das campanhas e ações de cada marca?

Eu acho essa uma questão muito importante, porque nós estamos falando de um país de extensões continentais, então, não necessariamente o que vai fazer sentido para o público de São Paulo vai fazer também para o público de Fortaleza ou Porto Alegre. Por isso eu acredito cada vez mais na função do micro influenciador, e existem várias pesquisas que mostram que os influenciadores regionais muitas vezes têm um potencial de engajamento junto aos seus seguidores maior que os grandes cases nacionais.

“PARA SEGUIR RELEVANTE NO MERCADO VOCÊ NUNCA PODE SE ACOMODAR”

Atualmente observamos esse movimento digital que globaliza a informação. Qual o grande desafio da Lema para acompanhar e estar em todas as plataformas?

Nós não pensamos mais no online e no offline de maneira separada. É tudo uma coisa só, porque a vida das pessoas está de ambas as formas, então, hoje, qualquer ação que planejamos para nossos clientes tem que reverberar no digital, mas tem também que fazer sentido na vida real e no dia a dia do consumidor. Para seguir relevante no mercado você nunca pode se acomodar. Não é porque você usava uma estratégia tempos atrás e dava certo que hoje vai dar novamente. Experimentação é a regra. Na Lema trabalhamos com várias frentes – moda, mercado corporativo, cinema, design, decoração, meio ambiente, bebidas – e cada uma delas tem suas especificidades e uma linguagem bem particular, então isso faz com que seja necessário que tenhamos estratégias diferentes para cada conta.

Diante do boom do digital, como você enxerga os veículos mais tradicionais, como as revistas?

Acredito que os clientes hoje busquem receber um conjunto de comunicação. Para alguns o fator tátil, o físico, o papel do impresso ainda é muito importante, porque depende muito do público-alvo de cada marca. Mas esse mesmo cliente também vai esperar uma entrega de Instagram, Facebook – e aí seu trabalho tem que ser 360°.

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