THE VEGAN CHOICE

Quando o lifestyle que adotamos se transforma em uma ótima oportunidade de negócio acontece a clássica união do útil ao agradável. Esse foi o caso de Bruno Soares, da Bike Vegan, e de Tatiana Pavarino, da Cozinha Mams, que apostaram na gastronomia vegana – escolha que fizeram para si mesmos – como forma de empreender. A inVoga conversou com a dupla para saber um pouco dessas histórias que têm muito em comum, inclusive o fator delícia.

Seja por opção própria, por influência, por questões de saúde ou apenas porque decidiu experimentar e acabou se encantando com a ideologia (e os sabores) do movimento, o veganismo vem ganhando muitos seguidores não só no mundo como também na capital cearense. Vamos explicar: diferente do vegetarianismo, em que ainda se utilizam alguns produtos de origem animal, no veganismo não existe o consumo de nenhum desses insumos – seja no setor alimentício, de vestuário, beleza – e, além disso, quem aderiu à filosofia também não compactua com nenhuma empresa que lucre em cima do sofrimento animal.

Em se tratando da parte saborosa da questão – a gastronomia, claro – com o crescimento dos adeptos, consequentemente surgiu o aumento da procura por negócios que trabalhassem com esse tipo de culinária e que deixassem o dia a dia dos veganos mais fácil e delicioso. Foi a partir da dificuldade de encontrar que dois jovens, exaustos de restaurantes que serviam apenas saladas e massa com molho de tomate como opções, resolveram conciliar a filosofia na qual viviam e acreditavam ao empreendedorismo e, daí, nasceram o Bike Vegan e a Cozinha da Mams.

Bruno Soares, fundador da Bike Vegan, um delivery sobre duas rodas, é um dos pioneiros do segmento na cidade. Ele conta que teve seu primeiro contato com o vegetarianismo/veganismo através de letras e posturas adotadas por artistas e grupos que ele ouvia, além da influência de amigos, e não demorou muito para adotar para si. “Tomei consciência de que é possível viver sem explorar outros seres. Foi uma iniciativa que teve mais a ver com empatia e ética do que qualquer outra coisa”. Ele já gostava de se aventurar na cozinha, e isso acabou se tornando uma paixão que, depois de algum tempo, se tornou trabalho. “A proposta inicial era difundir esse estilo de vida sustentável e, hoje, nós comercializamos bolos, salgadinhos, tortas, opções congeladas ou lanches prontos, que são entregues de bicicleta por toda a cidade”, explica, ressaltando que as coxinhas e alfajores são os seus carros-chefe.

 

 

Já Tatiana Pavarino, à frente da Cozinha da Mams há um ano, lembra que aderiu primeiro ao vegetarianismo por questões de saúde, para, depois, se tornar vegana por ideologia. “Não tinha intenção nenhuma e até achava que jamais ia conseguir, mas comecei a pesquisar sobre a indústria e decidi que não queria contribuir com tudo isso”. Mesmo sem saber cozinhar nada, ela começou a fazer experiências para se tornar uma vegana saudável, “para não sobreviver à base de macarrão e batata”, brinca. Os pratos foram dando certo, as pessoas começaram a experimentar e gostar, e a necessidade virou prazer. Foi então que ela decidiu abandonar a carreira de jornalista para trabalhar, de fato, com cozinha saudável e vegana. Ela trabalha sob encomendas e expondo em feiras saudáveis com lanches, petiscos, pratos quentes, patês, sobremesas e muito mais. Os mais pedidos são o queijo de castanha tipo frescal (sabor incrível), o strogonoff de shimeji e a moqueca de palmito com pirão de banana. “Alimentar corpo e alma, agradar ao paladar e não precisar prejudicar outro ser vivo e o planeta para isso. Esse é o objetivo”, complementa.

Independentemente de compactuar ou não com a essência maior por trás do movimento, experimentar essas delícias e descobrir que é possível, sim, ser vegano e ser gostoso, é um prazer necessário – tanto para a desmistificação do preconceito como para descobrir experiências gastronômicas novas. “O veganismo nos abre os olhos pra conhecer uma infinidade de sabores que não damos bola quando comemos carne – apenas por comodidade. Essa mudança nos ajuda a apurar bastante o paladar. Algumas comidas que adorava, como alimentos muito doces, biscoitos recheados, salgadinhos, não me apetecem tanto hoje em dia. E muitas que abominava, como berinjela e aspargo, por exemplo, são meus queridinhos atualmente”, ressalta Tatiana. Mas, se você tem interesse em saber mais sobre e aderir ao lifestyle, o primeiro passo é simples: lembrar que o veganismo é uma conduta ética que acredita na igualdade como um todo, portanto, adotar essa filosofia para si é construir todos os dias um jeito diferente e respeitoso de viver em harmonia com o planeta, mas sem abrir mão do prazer da boa mesa.

Go, Vegan!

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Bike Vegan – @bike_vegan (85) 9 8656 8556
Cozinha Mamis – @cozinhamams (85) 9 9868 1611

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